História do Garcia


História da Fazenda Garcia (Garcia)


O Centro Cultural Ensaio fica localizado na Avenida principal do Garcia, por isso, resolvemos homenagear este Bairro que nos acolhe contando a sua história aqui no nosso blog.








 O bairro teve origem no final do século XVI, quando se constituiu a Fazenda Garcia D’Ávila, um dos maiores latifúndios do Brasil. A fazenda pertencia ao Conde Garcia D’Ávila, senhor da Casa da Torre, que criava gado e estocava escravos no local, enquanto não eram vendidos a outros senhores.  Depois a terra passou ao Mosteiro de São Bento, em seguida para o Coronel Duarte da Costa e, por fim, para a União Progresso Fabril da Bahia (propriedade da família Catharino).   Alguns estudiosos acreditam que a comunidade se formou por iniciativa dos trabalhadores da fazenda.


Os empregados moravam em casas construídas pelos patrões, onde hoje fica o fim de linha do bairro. A região cresceu à medida que os trabalhadores foram formando famílias e construindo novas casas.   Com uma crise econômica da União Fabril, no início do século XX, a família Catharino, perdeu o todo o patrimônio imobiliário. A partir daí, pequenos pedaços da fazenda foram sendo arrendadas para aqueles que trabalhavam no local e para os migrantes que procuravam oportunidades de emprego em Salvador. Foi o início da consolidação do novo bairro, que viu surgir, junto com a nova população, empreendimentos educacionais voltados para os filhos da classe média da cidade.  


Do outro lado do bairro, as marcas atuais são religiosas, e as casas, hoje, se misturam com prédios. Foi na Avenida Leovigildo Filgueiras que, no final do século XVIII, construiu-se o solar que abrigou o 8º Conde dos Arcos, dom Marcos de Noronha Brito, último vice-rei do Brasil. Ele foi governador da Capitania da Bahia de 1810 a 1817.


Quando transferido para o Rio de Janeiro, em 1818, construiu um casarão nos padrões do Solar Conde dos Arcos da Bahia.   Em 1938, o espaço foi tombado como patrimônio histórico e comprado pela missão presbiteriana norte-americana, passando a abrigar o Colégio Dois de Julho (hoje Fundação Dois de Julho – entidade mantenedora do colégio e da faculdade). A tradição religiosa no ensino já existia no bairro com a construção pelos jesuítas do Colégio Antônio Vieira, em terra adquirida da Fazenda Garcia, em 1932. Hoje, há ainda outras instituições de educação, com tradição religiosa, como o Colégio Sacramentinas.  


Próximo à Fundação Dois de Julho, há o parque da Arquidiocese de São Salvador – construção do século XIX que guarda riquezas arquitetônicas. Este funcionou como o Asilo Conde de Pereira Marinho e por muitos anos foi ocupado pelas Dorotéias. Ele não é tombado pelo patrimônio histórico. No entanto, a atual reforma busca preservar todas as características originais. No bairro, há representações de outras religiões. A Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes fica no final de linha. Antes, era uma capela, construída em 1906.   

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